LUTANDO CONTRA TUDO / Fighting against all

LUTANDO CONTRA TUDO / Fighting against all
Eu sou reduzida do estômago, operei no dia 21/02/2009 por videolaparoscopia, com o Dr Andrey (equipe do Dr. Almino) a cirurgia foi um sucesso, porém quando eu acordei da anestesia achei que fosse morrer (os relatos estão nas primeiras postagens) Passamos por momentos difíceis e parece que tudo vai desmoronar. Já se sentiu assim também? Pode ser no relacionamento com o parceiro, o ambiente ruim do trabalho, a casa que nunca consegue arrumar, os filhos pedindo atenção constante, mas e você, tem tempo para se cuidar? Nos propomos a mudar nossa vida, realizar projetos e nos dedicamos com toda energia em busca de um grande fim, mas nos esbarramos em situações que nos limitam e impedem de sermos grandes empreendedores. Não precisamos ir tão longe, temos vários exemplos que nos levaram a fracassar, principalmente quando tratamos sobre emagrecimento. Como é difícil nos mantermos firmes nos objetivos, mesmo sabendo quais são os caminhos do sucesso. Muitas vezes é a semana estressante, e mal temos tempo para cuidar de si mesmo. É preciso ter claro que as dificuldades não devem nos paralisar, pois quem está crescendo está sempre caindo, levando tombos, e sabemos que quando nos propomos a emagrecer, vamos cair muitas vezes. Sabemos que ao tomar uma decisão, vamos enfrentar dificuldades, mas temos que confiar de temos condições de superá-las, e chegar ao resultado almejado. Acomodar-se aos tombos e erros não é uma atitude assertiva, pelo contrário, só acarreta comportamentos negativos. Ao acreditarmos que somos capazes, usamos nossas competências e conhecimentos, gerando resultados eficazes e duradouros. É, parece que emagrecer depende de você mesmo e de sua disponibilidade de acreditar. Assumir a responsabilidade dos resultados de seu processo, é crescer, é tomar em suas mãos sua vida e dar conta de seu desejo.

terça-feira, 20 de março de 2012

REDUÇÃO DE ESTÔMAGO

NOVA TÉCNICA CIRÚRGICA

Após anos de tentativas de emagrecimento fracassado, e chegar ao peso atingindo o IMC 40, ele passa a ser classificado como obeso mórbido. Nesse caso a situação há um problema serio provavelmente este estará apresentando dificuldades em sua locomoção por falta de ar, dor nos joelhos, depressão, entre outros, e acaba se isolando. No caso de isolamento permanecera sentado e deitado por quase todo o tempo do seu dia, e acaba se alimentando muito mais também. Ocorrendo um aumento maior de a ingestão alimentar e grande diminuição de atividades físicas. Com isso o peso vai aumentando rapidamente e a partir daí o tratamento clinico se torna muito mais dificultoso e a comorbidades aparecem em maior quantidade aumentando assim o peso.




E é nesse caso que ocorre a indicação para a cirurgia que reduz a ingestão alimentar, que diminui digamos que totalmente o peso do paciente.



A palavra Bariátrica vem do grego, baros significa peso. Os pacientes indicados para esse tipo de cirurgia são aqueles que tem o índice de massa corpórea (IMC) a partir de 40, ou que tenha o IMC 35 com duas ou mais comorbidades associadas. No Brasil podemos encontrar mais de um milhão de obesos e apenas 1% deles foi operado até agora. Ao contrario dos Estados Unidos que operaram 4% desse valor por ano, muito mais do que no Brasil. O EUA está em primeiro lugar no mundo em quantidades de cirurgias realizadas e o Brasil esta em segundo, mas a quantidade ainda não é muito significativa.


O novo “tipo” de cirurgia bariátrica, não muda nada em relação à parte interna, mas o que mudou e passou a ser muito melhor e o corte feito no abdômen do paciente. Esse sistema se chama Videolaparoscopia, a grande vantagem desse novo recurso é não causar o trauma de ter um corte enorme na barriga. Sendo também muito melhor a recuperação, o paciente não sente tanta dor, não precisa ficar imobilizado por muito tempo, pode voltar suas atividades muito mais rápido, menor infecção da incisão, menor prejuízo externo e muito mais. Ao invés do corte de 15 a 30 cm na barriga, é feito pequenas incisões de 5 a 13 mm, são 5 ou 6 furinhos apenas. A cirurgia ocorrendo tudo bem, não tendo nenhuma complicação ou qualquer coisa parecida, o paciente pode ser liberado no dia seguinte da cirurgia, dependendo do caso o paciente fica até três dias para uma observação melhor e mais perto do médico. Mas o paciente precisa não apenas saber mais entender que além da cirurgia é necessário assumir um novo padrão de vida, tanto no alimentar quanto nas atividades físicas. Podendo trocar o prazer de comer por outros prazeres, como danças, passeios e muito mais.


ESCLARECENDO ALGUMAS DÚVIDAS SOBRE A CIRURGIA

Cabelos: a queda de cabelo parcial ocorre pela carência de zinco no organismo, principalmente nos primeiros meses do pós-operatório, isso ocorre com a maioria dos pacientes operados. Geralmente a perda não é radical e podem ser temporários, alguns meses depois o paciente alcançara um equilíbrio das taxas de zinco e o cabelo volta ao normal.




Alimentos doces ou gordurosos: a maior duvida é se eles provocam mal-estar. Podem sim ocorrer, em alguns pacientes podem aparecer uma síndrome chamada dumping, que é um mal-estar causado pela passagem rápida do alimento do estômago para o intestino por causa do desvio intestinal. Os sintomas geralmente são náuseas, sudorese e fraqueza que duram apenas alguns minutos.



Vômitos após a cirurgia: pessoas às vezes vomitam com freqüência, mas para isso o paciente deve ter comido além do limite ou não mastigou bem o alimento, caso contrário não tem motivos para ter esse tipo de desconforto.

Medicamentos: após a cirurgia o organismo não recebera a quantidade de nutricional que o copo necessita pela quantidade de alimentos ingeridos serem muito pequenos, então os remédios indicados pelos endocrinologistas são para solucionar essas carências. São suplementos vitamínicos, que deverão ser tomados constantemente para garantir que o organismo receba todos os nutrientes essenciais já que a absorção estará limitada. Em algumas técnicas cirúrgicas a suplementação terá de ser por toda vida, mas em outras não.




Depressão pós-cirurgia: pacientes que passam por depressão pós-cirurgia ou até mesmo suicídios, são aqueles que já tinham problemas psiquiátricos. Por isso o acompanhamento psicológico é tão importante e deve ser feito a risca. A cirurgia raramente causa esses sintomas, mas a cirurgia pode ampliar sintomas de condições já existentes, mas talvez não estivesse aparente. O acompanhamento com psicólogo deve ser feito antes, durante e depois da cirurgia, inclusive perguntar se eles estão felizes com a cirurgia, se fariam de novo e se recomendariam que outras pessoas fizessem. As respostas na maioria das vezes são positivas.

PESSOAS QUE ENGORDAM APÓS A CIRURGIA

Pacientes que foram submetidos à cirurgia bariátrica podem voltar a ganhar peso sim, por isso devem ter em mente que a cirurgia não é um milagre, mas sim uma ajuda. Geralmente após cinco anos da cirurgia que isso começa acontecer, além da alimentação exagerada que é a onde a pessoa começa a engordar de novo, podem aparecer outros tipos de distúrbios como alcoolismo, anorexia, bulimia, bruxismo, aumento de cáries e os dentes podem ficar quebradiços. Ou seja, a cirurgia pode ser uma benção para alguns e não para outros. É necessário que após a cirurgia o paciente tenha um acompanhamento com o médico que o operou e com a nutricionista pelo menos até os primeiros cinco anos após a cirurgia para estar certo que esses distúrbios não vão ocorrer.




A pessoa deve ser devidamente tratada, orientada e analisada antes de fazer a cirurgia para que essas coisas não venham acontecer, ela precisa estar ciente de que pode voltar a ser como era antes, que precisa ter um controle sobre si e etc. Digamos que seja “normal” o paciente engordar até dez quilos depois da cirurgia, mas mais de cinqüenta e oito por cento dos pacientes ganha mais que dez quilos, quase quarenta por cento engordam mais de vinte quilos e treze por cento engordam mais de trinta quilos, apenas oito por cento dos pacientes conseguem manter o peso ideal ou emagrecer demasiadamente ( quando é o caso de ter bulimia e anorexia).

A operação não é o fim dos seus problemas ou do tratamento. Geralmente os obesos têm compulsão por comida, após a cirurgia por não poderem comer excessivamente eles acabam trocando sua compulsão, viram alcoólatras, chocólatras entre outros. Por isso como disse a cima, o maior sucesso é quando se tem um acompanhamento medico por vários anos, para que isso não aconteça e você se acostume com a sua “nova vida”. No caso do alcoolismo pode ser porque a vida social ficou mais ativa, pois geralmente pessoas quando estão obesas se isolam de tudo e todos, e após a cirurgia começam a ter mais amizades a sair e automaticamente acabam bebendo muito mais. Pessoas que viram obesas com certeza teve problemas anteriores ou sintomas, como a depressão por exemplo. Alguns problemas vão ser descobertos apenas depois da cirurgia.





Com a cirurgia a pessoa passa a comer bem menos, pois o estômago não aceita a quantidade de comida que a pessoa ingeria anteriormente. A questão de a pessoa engordar de novo parte do fato de o estômago ter a capacidade de se dilatar conforme a pessoa vai comendo em maior quantidade, podendo assim ficar quatro vezes maior do que está.



A cirurgia pode acarretar problemas odontológicos também, metades dos pacientes reclamam de ter aparecido mais cáries ou ter ficado com os dentes quebradiços. Essas coisas podem acontecer por problemas de absorção de nutrientes e ressecamento da boca, fruto da medicação usada pós cirurgia ou ainda por causa de vômitos.


O MECANISMO DA FOME

A fome é controlada por um sistema cheio de comunicação entre varias proteínas liberado pelo aparelho digestivo envolvendo mais de duzentos e cinqüenta genes que vem de herança dos nossos pais. Mantendo o equilíbrio energético do organismo, cada genes desses que citei a cima produz um tipo de proteína. A regulação é tão precisa que caso a pessoa ingira 120 kcal a mais da quantidade energética necessária por dia, após dez anos terá engordado 50 kg. Um copo de refrigerante contém 120 kcal, então um copo de refrigerante que você beba a mais no dia, pode te prejudicar muito. Podemos dizer que o estômago é um regulador de apetite muito importante, quando vazio tem uma liberação de grelina (hormônio que age no cérebro e dá a sensação de fome que diminui ao poucos conforme vamos ingerindo o alimento).


Quando os alimentos passam para o intestino provoca uma liberação de outro hormônio, este é representado pela sigla PYY, que age no cérebro também, ativa a saciedade e provoca a perda de apetite. Esse balanço estabelece entre os dois hormônios (grelina e PYY) indicando quando se deve começar ou terminar uma refeição. Cada tipo de alimento ingerido existe uma composição que difere na liberação desses hormônios. Um exemplo é o carboidrato simples, como a batata e os doces, eles são absorvidos antes de o intestino liberar o hormônio PYY, ou seja, não inibi a fome. São quebrados pela insulina encontrada no pâncreas, quando esses carboidratos são ingeridos em excesso, são transformados em células gordurosas, que claro engordam e dependendo da quantidade ingerida causa problemas a saúde. No entanto, as gorduras de alguns tipos de alimentos, como de carnes vermelhas, por exemplo, vai o “sinal” rapidamente para o intestino liberando assim o PYY, este induz com mais rapidez a sensação de saciedade. Essa constatação derruba antigos mitos que condenavam a ingestão de certos alimentos mais gordurosos como prejudiciais à saúde.


CONTROLE DE PESO

Quando nós nos alimentamos, nosso estômago se distende e os alimentos começam a passar para o intestino. Esse processo de distensão do estômago e passagem dos alimentos para o intestino acontece uma liberação, vários tipos de substâncias são ativadas e começam agir sobre o cérebro e sobre os centros que controlam a saciedade, indicando a hora de parar de comer. Simultaneamente, o cérebro envia outras substâncias mensageiras que trabalham no aparelho digestivo. Além disso, o tecido gorduroso, que não é inerte, mas um tecido endócrino produz hormônios que também desempenham papel importante no controle do equilíbrio entre fome e saciedade.


O controle do seu peso corpóreo é feito pelo cérebro. Parte dele a regulação e a quantidade de alimentos que ingerimos e garantir o aporte energético para que as células do organismo se mantenham vivas. Para ele, não faz diferença se elas são neurônios que controlam a inteligência humana ou células adiposas localizadas no abdômen ou nas nádegas.




Qualquer tipo de desequilíbrio nesse mecanismo delicado pode gerar aumento excessivo ou perda de peso corpóreo de uma hora para outra. Hoje em dia, a obesidade tomou conta da maioria da população e não só no Brasil, mas no mundo inteiro. O tratamento dos casos mais graves é bastante complexo especialmente o dos casos classificados como obesidade grave ou grau 3, como são chamados os obesos mórbidos, que hoje são os que estão passando pelas cirurgias bariátrica.


ESCLARECIMENTOS DE DÚVIDAS COMUNS SOBRE A CIRÚRGIA BARIÁTRICA
Muitos pensam que aquela pessoa é obesa porque come muito, mas isso não é verdade. Duas pessoas podem comer a mesma quantidade, porem uma engorda a cada dia mais e o outro não engorda um quilo se quer. Isso é, uns tem a tendência para engordar muito maior que a do outro. O metabolismo que favorece uma absorção maior e acumulo dos alimentos.




As pessoas esperam da cirurgia resultados que sim, ela pode fornecer ao paciente, porem ela não é um milagre e muito menos uma mágica, coisas que muitas pessoas pensam. Digamos que a cirurgia é uma arma poderosa para ajudar a pessoa acabar com algo que ela não gosta e a faz mal. A pessoa emagrece com a cirurgia, pois tiram parte do estomago, e alimentam-se pouco e já fica saciado, o que torna a cirurgia mais fácil. Nos dois ou três primeiros meses a pessoa pode perder até 30 quilos, mas ainda tem mais 15 meses para continuar a emagrecer, o total do processo de emagrecimentos é de 18 meses. Podendo emagrecer o tanto que a pessoa quer ou ainda mais, tudo vai depender do seguimentos da dieta. Mas não podemos deixar de falar que alem do emagrecimento, a cirurgia tem grande importância na qualidade de vida, no desaparecimento de doenças relacionadas ao excesso de peso.

As restrições após a cirurgia é no primeiro mês que será apenas liquido, com água de coco, sucos, e sopas batidas. E aos poucos a dieta vai aumentando ate a pessoa poder comer as comidas solidas normalmente, as restrições só serão maiores para quem colocar banda ajustável ou capella-fobi, pois nunca mais poderão coemr carne em pedaços, apenas carne moída, frango desfiados e peixe. Os alimentos terão que ser mais mastigados, comendo com mais lentidão.




Sobre cirurgia plástica, a maior parte dos operados acaba precisando, pois sobra muita pele.

O acompanhamento após a cirurgia: no primeiro mês o paciente tem que ir 4 vezes ao consultório, ou seja, uma vez por semana. A partir do segundo mês, a pessoa terá que ir uma vez ao mês ao consultório para fazer os exames. Consulta ao nutricionista após um mês da cirurgia é fundamental. Dependendo do caso, alguns pacientes precisaram de mais acompanhamentos, de outros especialistas no caso, como, psicólogo, fisioterapeuta, cardiologista, endocrinologista, pneumologista, entre outros. No primeiro ano de cirurgia o paciente terá que fazer exames de sangue de três em três meses.

As doenças associadas à obesidade mais comuns são: hipertensão arterial (que é popularmente conhecida como pressão alta), arteriosclerose (placas que se formam nas artérias), a diabete, a artrite, os distúrbios de ventilação pulmonar, a apnéia do sono (parada da respiração durante o sono), embolia pulmonar 9entupimento do pulmão), esteatose hepática (gordura no fígado), colelitiase (pedra na vesícula), varizes nas pernas,

Um comentário:

  1. Luciane, li sua história, é a primeira vez que venho no seu blog.
    Amei tudo, vc\ está linda
    PARABÉNS POR SUA CONQUISTA...

    Tô te seguindo

    Quando puder, me faça uma visita
    http://www.conquistandoumsonho.blogspot.com.br/
    Bjus, sucesso!!!

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